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Vacina fracionada da febre amarela não vale em viagem ao exterior

Via Viagem e Turismo | Para combater o recente surto de febre amarela em algumas regiões do país, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de vacinação com doses fracionadas do imunizante, que deve ser aplicada em municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, entre fevereiro e março.

Segundo informou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a dose fracionada não vale para quem for viajar para países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) – o documento é fornecido apenas para quem toma a dose-padrão da vacina, que é de 0,5 mililitros e imuniza para a vida toda. A dose fracionada contém 0,1 mililitros e dura 8 anos.

O que vem acontecendo nos últimos dias em São Paulo é um verdadeiro corre aos postos de saúde e também às clínicas particulares, que no caso já esgotaram seus estoques, segundo reportagem de Veja.

Na capital paulista, quem está com viagem marcada para um destino que exige a vacina precisa encarar uma longa espera para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), procedimento necessário para quem tomou a dose em uma clínica particular ou posto de saúde que não emite o documento na hora. Reunimos a seguir as principais dúvidas para quem está com uma viagem marcada.

Nunca tomei a vacina, como proceder?

A vacina deve ser tomada com pelo menos 10 dias de antecedência da viagem e o não cumprimento do prazo pode impedir o embarque e a entrada nos países que exigem o documento. Caso o seu voo tenha conexão, o funcionário da imigração poderá pedir que você mostre o certificado, como é o caso do Panamá. A Anvisa afirmou que sob hipótese alguma serão emitidos certificados internacionais para pessoas que apresentarem um comprovante com etiqueta referente à dose fracionada. Quem tomar a dose fracionada durante a campanha e posteriormente decidir viajar deve ser imunizado com a dose padrão, mas o intervalo entre as duas vacinas tem que ser de, no mínimo, 30 dias, segundo o Ministério da Saúde. Os postos estão aplicando a vacina apenas nos viajantes que comprovarem através de passagem aérea que estão indo para um destino que exija o certificado internacional (veja mais abaixo a lista dos destinos que exigem o documento). Contudo, muitos postos não estão emitindo na hora o certificado (caso seja este o caso, veja o item abaixo).

Já tomei a vacina, mas não tenho o certificado internacional, como proceder?

Munido do cartão de vacinação fornecido pelo posto de saúde ou clínica particular, o viajante deve fazer um pré-cadastro online no site da Anvisa, agendar uma data no posto mais próximo e comparecer ao endereço levando também um documento de identidade e a passagem. Em São Paulo, os postos da Anvisa de Cumbica e Congonhas emitem o documento. Caso a sua viagem aconteça antes da data de agendamento mais próxima, vá até um posto da Anvisa do aeroporto munido da passagem aérea e do cartão de vacinação. A espera pode ser longa, mas você sai de lá com o certificado.

Tenho um certificado internacional já vencido e estou com viagem marcada para um país que exige o documento, o que fazer?

Até alguns anos atrás, a recomendação era de que a vacina fosse renovada de dez em dez anos, mas em 2014 a Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou sua orientação depois de concluir que o reforço da dose não é necessário para manter a proteção contra a doença. Diz a Anvisa que não é necessário tomar a vacina novamente e quem tem um certificado vencido não precisa trocar por um válido para o resto da vida. Contudo, viajantes relataram terem ouvido de funcionários da Anvisa que o ideal é que se troque o certificado por uma razão simples: um funcionário da imigração desinformado pode implicar com o documento vencido e, afinal, eles são especialistas em segurança e não em medicina.

Qual o posto de vacinação em São Paulo que está mais próximo de mim?

O Hospital das Clínicas e o Emílio Ribas são as referências mais comuns. No caso do segundo, é preciso agendar a vacinação pelo e-mail agendamento@emilioribas.sp.gov.br, mas só há datas para abril. Outra opção é procurar alguma Unidade Básica de Saúde na capital. Veja aqui a lista dos postos autorizados na Grande São Paulo.

Quais países exigem o certificado de vacinação internacional?

Afeganistão, África do Sul, Albania, Angola, Antigua e Barbuda, Antilhas Holandesas, Arábia Saudita, Argélia, Aruba, Austrália, Bahamas, Barém, Bangladesh, Barbados, Belize, Benim, Bolívia, Bonaire, Botswana, Brasil, Brunei, Burkina Faso, Burundi, Butão, Cabo Verde, Camarões, Cambodja, Cazaquistão, Chade, China, Colômbia, Congo, Coréia do Norte, Costa do Marfim, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Djibouti, Dominica, Egito, El Salvador, Equador, Eritreia, Etiópia, Fiji, Filipinas, Gabão, Gâmbia, Gana, Granada, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Guiné, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Haiti, Honduras, Ilha do Natal, Ilha Norfolk, Ilhas Pitcairn, Ilhas Salomão, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Kiribati, Laos, Lesoto, Libéria, Líbia, Lituânia, Madagascar, Mali, Malawi, Malásia, Maldivas, Malta, Martinica, Mauritânia, Maurícia, Mayotte, Montserrat, Moçambique, Myanmar, Namíbia, Nauru, Nepal, Nicarágua, Níger, Nigéria, Niue, Nova Caledônia, Omã, Panamá, Paquistão, Paraguai, Polinésia Francesa, Quênia, Quirguistão, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Reunião, Ruanda, São Bartolomeu, São Cristóvão e Nevis, São Martinho (Saint Martin/Sint Maarten), São Vicente e Granadinas, São Tomé e Príncipe, Samoa, Santa Helena, Santa Lúcia, Senegal, Serra Leoa, Seychelles, Singapura, Somália, Sri Lanka, Suazilândia, Sudão, Suriname, Tailândia, Tanzânia, Timor Leste, Togo, Tristão da Cunha, Trinidade e Tobago, Uganda, Venezuela, Vietnam, Wallis e Futuna, Zâmbia, Zimbabwe

Fonte: OMS http://www.who.int/ith/2017-ith-annex1.pdf?ua=1&ua=1 e Anvisa https://viajante.anvisa.gov.br/viajante/

Vacina fracionada da febre amarela não vale em viagem ao exterior

05/03/2018